Pilhas recarregáveis X pilhas comuns

Desde o início da década passada, as baterias e pilhas recarregáveis ganharam cada vez mais espaço, substituindo as pilhas alcalinas descartáveis. Saiba porque você e o planeta só tem a ganhar com a mudança.

Alguma vez na vida você já deparou com o problema de pilhas que vazaram. Além de prejudicar o funcionamento de aparelhos, a composição tóxica dessas baterias pode contaminar o meio ambiente de forma séria – e consequentemente, nós. 

Apresentado à Câmara dos Deputados em abril, o projeto de lei (PL) 2.275/2019 pretende acabar com a fabricação das pilhas descartáveis dentro de cinco anos. Segundo o autor do projeto, Cássio Andrade, não há justificativa econômica, ambiental ou sanitária para substituição das pilhas.

Anatomia das pilhas descartáveis

A principal diferença entre os dois tipos de bateria é a composição: as descartáveis têm seus pólos formados por zinco (pólo negativo) e carbono (pólo positivo). Em contato com as duas extremidades, uma mistura de dióxido de manganês, carbono, cloreto de zinco e amônio. 

Logo que os pólos são ligados externamente, há uma reação química com liberação de elétrons do zinco.  O dióxido de manganês consome elétrons, em contato com o carbono. Assim, há uma diferença de potencial elétrico – a voltagem – que cria uma corrente. 

As pilhas alcalinas funcionam do mesmo jeito, contudo, no lugar de cloreto de amônio, utiliza-se hidróxido de potássio, material mais difícil de ser obtido, portanto, torna esta pilha mais cara. 

Baterias recarregáveis

Este tipo de bateria também funciona à base de uma reação química envolvendo trocas de elétrons no seu interior. Contudo, essas reações são invertidas, restaurando, assim, a carga. 

Cerca de 70% das baterias recarregáveis comercializadas são de níquel-cádmio (NiCd), usadas em aparelhos de vital importância, como equipamento médico e de aviação. O potencial tóxico do cádmio, contudo, levou à pesquisa por outras fontes de energia.

Uma delas é a bateria de íon-lítio, que tem capacidade de carga três vezes maior que a NiCd. Inventada pelo estadunidense Gilbert Newton Lewis, em 1912, só foi comercializada pela primeira vez em 1991, devido a problemas de segurança relacionados à instabilidade do lítio metálico.

Carga e durabilidade

As diferenças na composição das duas baterias acarreta em capacidades de carga e durabilidades diferentes.

Normalmente, as pilhas descartáveis têm voltagem de 1,5 V, enquanto as recarregáveis contam com 1,2V. Contudo, enquanto a voltagem das descartáveis diminui com o uso, as reutilizáveis mantém a mesma voltagem até o fim da carga.

As pilhas descartáveis conservam 80% da carga original por até 4 anos, caso sejam armazenadas. Já as recarregáveis perdem, gradualmente, a capacidade de carga, variando de acordo com a temperatura de armazenamento destas. 

Embora as pilhas recarregáveis custem um pouco mais do que as convencionais, elas se tornam muito mais baratas a médio e longo prazos, de acordo com a fabricante FDK. 

Não é só no bolso do consumidor que optar pela pilha recarregável é positiva, o uso desse tipo de pilha gera menos lixo e dura mais, diminuindo a contaminação do solo e lençóis freáticos.

Por exemplo: uma pilha Fujitso Premium substitui 500 pilhas descartáveis ao longo da vida útil.

Cuidados e descarte

As pilhas recarregáveis são uma ótima opção para quem quer economizar, já que podem ser reutilizadas por várias vezes e a carga dura bastante. Devem ser mantidas longe de altas temperaturas, por serem inflamáveis.

Compostas por metais tóxicos e pesados, como cádmio, chumbo e mercúrio, as pilhas alcalinas e comuns devem ser corretamente descartadas e sua reciclagem feita pelo fabricante ou terceiros devidamente licenciados. 

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